O Dom da Clareza

Sep 11, 2025

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Periodicamente, PremRawat.com publica reflexões de pessoas ao redor do mundo que estão experimentando os benefícios da prática das técnicas do Autoconhecimento ensinadas por Prem Rawat  uma maneira simples de desviar a atenção do mundo exterior para um lugar de paz pessoal. A reflexão deste mês é de Brian Heston, que mora em Chicago, EUA.

Quando criança, eu frequentemente sentia que havia algo errado com o mundo adulto. Os adultos não pareciam se divertir tanto quanto nós, crianças, e eu esperava que esse não fosse o meu destino.

Quando eu tinha uns 13 anos, meu pai me levou a um banquete de pai e filho na igreja. O palestrante convidado foi o jogador de futebol do Cleveland Browns, Paul Warfield. Não me lembro das palavras dele, mas me lembro do impacto  elas me fizeram acordar. Naquela noite, fiquei acordado escrevendo, sentindo ondas de realização. Pela primeira vez, experimentei a verdadeira clareza. E adorei. Mas a experiência desapareceu e eu não sabia como recuperá-la.

Nos anos seguintes, busquei novamente esse sentimento. Pratiquei hatha ioga, kundalini ioga, zazen e até experimentei psicodélicos. Cada um me deu algo positivo, mas nenhum capturou exatamente o sentimento que eu buscava  aquela experiência de realização, amor e clareza que não desapareceria.

Costa Rica Group 1200 -Prem Rawat -2025

Aos 17 anos, ouvi falar de Prem Rawat pela primeira vez ele com apenas 13 anos na época. Sua mensagem ressoou profundamente e, logo após completar 18 anos, em 12 de janeiro de 1972, recebi o AutoConhecimento. Isso mudou minha vida.

À medida eu que praticava, retornei àquela clareza familiar que se ampliou. O que encontrei foi uma sensação tão plena que meu coração transbordou de amor, paz, contentamento, compaixão e clareza. Percebi que, a cada respiração, eu tinha a escolha de estar ou não naquela sensação. Era como tocar algo infinito um lugar tranquilo e ilimitado de amor e paz que minha mente não conseguia alcançar, mas meu coração conseguia. A melhor parte? Eu podia retornar àquela experiência sempre que quisesse! Do toque a um mergulho profundo, ela está sempre presente, sempre disponível logo atrás da minha respiração.

O que encontrei foi uma sensação tão gratificante que meu coração transbordou de amor, paz, contentamento, compaixão e clareza.

Esse Conhecimento continua sendo o presente mais precioso que conheço. Ele me ancora no presente, longe da tagarelice interminável da minha mente, e abre a porta para a vida como ela acontece. A própria respiração se torna uma professora. Não conquistamos nossa respiração; ela é dada livremente, um presente que nos leva à pergunta “quem é o Doador?”. Se prestarmos atenção, ela nos conduz ao Presente o Agora. E, falando sério, o que poderia ser mais valioso?

Costa Rica- audience -Prem Rawat -2025

A vida, claro, tem suas reviravoltas inesperadas. Aos 57 anos, fui diagnosticado com Parkinson. Minha esposa, Susan, recebeu a notícia com seu humor característico: “Não se preocupe, querido. Eu ainda te amo. E se a situação piorar muito, farei seus martinis em um copo com canudinho.” Eu ri  e 15 anos depois, minha condição melhorou. Meu neurologista chegou a me dizer que não podia mais diagnosticar Parkinson. O diagnóstico em si foi mais assustador do que viver com ele.

Um desafio muito maior veio quatro anos depois, quando Susan perdeu sua breve batalha contra o câncer. Ela praticou o Conhecimento por mais de 20 anos e, quando exalou seu último suspiro, um sorriso radiante se abriu em seu rosto. Naquele momento, pensei: “Eu sei para onde você está indo. É um lugar que visito com frequência. Vejo você lá, meu amor.”

Meu mundo parecia despedaçado pela perda, mas eu estava profundamente grato por estar enraizado em algo intocado pela morte  a própria energia da vida. Antes de falecer, Susan me fez prometer que compareceria aos eventos de Prem em Toronto e Los Angeles. Eu o fiz, e eles me ajudaram a encarar meu luto plenamente, ao mesmo tempo em que me fizeram lembrar dos 30 anos compartilhados com uma mulher extraordinária  algo pelo qual sou eternamente grato. Então, gradualmente, meu luto se transformou em uma gratidão agridoce.

Fiquei profundamente grato por estar enraizado em algo intocado pela morte – a própria energia da vida.

Prem Rawat in Amaroo, 2025

Agora, aos 70 anos, vivo uma vida que parece mágica. Aposentado do meu trabalho como fotógrafo e web designer, passo meus dias criando arte, compondo e lançando músicas como The Chicaguys e escrevendo sobre minha jornada com o Conhecimento. Até publiquei um livro chamado “Encontrando Sua Paz: A Magia de Viver Aqui e Agora, Cinco Décadas Explorando o Espaço Interior”. Moro no lindo bairro de Beverly, em Chicago, onde sou abençoado com vizinhos maravilhosos. Depois de 15 anos com Parkinson, mal me dou conta. Os poucos sintomas que sinto são, na pior das hipóteses, meros incômodos. Sou um homem de sorte.

Alguns dias, paro e olho ao redor para esta vida, este momento, esta respiração  e não consigo deixar de me perguntar: Pode ficar melhor do que isso?

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O Legado Vivo (3:28)

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